quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O taxista




Há vinte anos, eu ganhava a vida como motorista de táxi.
Encontrei pessoas cujas vidas surpreenderam-me, enobreceram-me, fizeram-me rir e chorar.
Nenhuma tocou-me mais do que a de uma velhinha que eu peguei tarde da noite.
Era agosto. Eu havia recebido uma chamada de um pequeno prédio de tijolinhos de quatro andares, em uma rua tranqüila de um subúrbio da cidade. Quando eu cheguei às 02.30 horas da madrugada, o prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo.
Assim fui até a porta e bati.
"Um minuto", respondeu uma voz débil e idosa.
Uma octogenária pequenina apareceu. Ao seu lado havia uma pequena valise de nylon. Toda sua mobília estava coberta por lençóis. Não havia relógios, roupas ou utensílios sobre os móveis. Eu peguei a mala e caminhei vagarosamente para o meio-fio, ela ficou agradecendo minha ajuda.
Quando embarcamos, ela deu-me o endereço e pediu:
- O Sr poderia ir pelo centro da cidade? -
Não é o trajeto mais curto - alertei-a prontamente.
- Eu não me importo. Não estou com pressa, pois meu destino é um asilo de velhos.
Eu olhei pelo retrovisor. Os olhos da velhinha estavam marejados, brilhando.
- Eu não tenho mais família - continuou - O médico diz que tenho pouco tempo.
Eu disfarçadamente desliguei o taxímetro e perguntei:
- Qual o caminho que a Sra. deseja que eu tome?
Nas duas horas seguintes circulamos pela cidade. Ela mostrou-me o edifício que havia, em certa ocasião, trabalhado como ascensorista. Nós passamos pelas cercanias em que ela e o esposo tinham vivido como recém casados em outros tempos, hoje um depósito de móveis, que havia sido um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha. De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente a um edifício ou esquina - ficava então com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada.Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse de repente:
- Eu estou cansada. Vamos agora!
Viajamos, então, em silêncio, para o endereço que ela havia me dado. Chegamos a uma casa de repouso. Dois atendentes caminharam até o taxi, assim que ele parou. Eu abri a mala do carro e levei a pequena valise para a porta. A senhora já estava sentada em uma cadeira de rodas.
- Quanto lhe devo? - ela perguntou, pegando a bolsa.
- Nada - respondi.
- Você tem que ganhar a vida, meu jovem.
- Há outros passageiros - respondi.
Quase sem pensar, eu curvei-me e dei-lhe um abraço. Ela me envolveu comovidamente.
 - Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria.
- Obrigado.
Apertei sua mão e caminhei no lusco-fusco da alvorada. Atrás de mim uma porta foi fechada. Ao relembrar, não creio que eu jamais tenha feito algo mais importante na minha vida.
Nós estamos condicionados a pensar que nossas vidas giram em torno de grandes momentos. Todavia, os grandes momentos freqüentemente nos pegam desprevenidos e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância.
"AS PESSOAS PODEM NÃO SE LEMBRAR EXATAMENTE O QUE VOCÊ FEZ, OU O QUE VOCÊ DISSE. MAS ELAS SEMPRE LEMBRARÃO DE COMO VOCÊ AS FEZ SENTIR".

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Deus não vai te perguntar



Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir, mas vai perguntar quantas pessoas que necessitavam de ajuda você transportou.

Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa, mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.

Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário, mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.

Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais, mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.

Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário, mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.

Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu, mas vai perguntar de que forma você promoveu outros.

Deus não vai perguntar qual foi o título do cargo que você ocupava, mas vai perguntar se você desempenhou o seu trabalho com o melhor de suas habilidades.

Deus não vai perguntar quantos amigos você teve, mas vai perguntar para quantas pessoas você foi amigo.

Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos, mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros.

Deus não vai perguntar em que bairro você morou, mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos.

E eu me pergunto: que tipo de respostas terei para dar?

E você quer ser feliz por um instante? Vingue-se.
Você quer ser feliz para sempre? Perdoe!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Aos linguarudos de plantão

Por onde vai o pensamento
que não chega até o céu...?
Por que ele não se transforma em
palavra iluminada, em poesia no papel?

Por que é que vira boato e fofoca
na boca frouxa das pessoas...?
Por que ele se perde no ar
e joga na lama  idéias boas?

Por que o mau pensamento não silencia,
mantendo no ambiente a harmonia...?
Por que é que vira cochicho, vira grito,
infectando o dia-a-dia?

Por que  falar tanto
quando é melhor emudecer...?
Quando as coisas não vão bem,
por que tanto maldizer?

Por que morar na casa alheia
e da própria vida se esquecer...?
Por que ao invés de mais amar,
plantar discórdia pra sofrer?

Quanta falsidade mascarada,
quanta maledicència pra nada...
Quanta alegria perdida ou roubada,
quanta lágrima no lugar de risada.

( André L. Machado )

domingo, 28 de agosto de 2011

Nunca pare de sonhar


Havia no alto de uma montanha três árvores.
Elas sonhavam com o que iriam ser depois de grandes.
A primeira, olhando as estrelas disse: eu quero ser o baú mais precioso do mundo e viver cheia de tesouros.

A segunda, olhando um riacho suspirou: eu quero ser um navio bem grande para transportar reis e rainhas.

A terceira olhou para o vale e disse: quero crescer e ficar aqui no alto da montanha; quero crescer tanto que as pessoas ao olharem para mim, levantem os olhos e pensem em Deus.

Muitos anos se passaram, as árvores cresceram. Surgiram três lenhadores que, sem saber do sonho das árvores, cortaram as três.

A primeira árvore acabou se transformando num cocho de animais, coberto de feno.

 A segunda virou um barco de pesca transportando pessoas e peixes todos os dias.

 A terceira foi cortada em vigas e deixada num depósito.

Desiludidas as três árvores lamentaram os seus destinos.
Mas, numa certa noite, com o céu cheio de estrelas, uma jovem mulher colocou o seu bebê recém-nascido naquele cocho. De repente, a árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo. A segunda, certo dia, transportou um homem que acabou por dormir no barco. E, quando uma tempestade quase afundou o barco, o homem levantou-se e disse PAZ!! E, imediatamente, as águas se acalmaram. E a árvore transformada em barco entendeu que transportava o rei dos céus e da terra.

Tempos mais tarde, numa Sexta-feira, a árvore espantou-se quando as vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. A árvore sentiu-se horrível vendo o sofrimento daquele homem. Mas logo entendeu que aquele homem salvou a humanidade e as pessoas logo se lembrariam de Deus ao olharem para a cruz.

 O exemplo das árvores é um sinal de que é preciso sonhar e ter fé. SEMPRE !!! Não importa o tamanho dos sonhos que você tenha, sonhe muito e sempre. Mesmo que seus sonhos não se realizem exatamente como você desejou, saiba que eles se concretizarão da maneira que Deus entendeu ser a melhor para você.

 "Uma nuvem não sabe por que se move em tal direção e em tal velocidade. Sente apenas um impulso que a conduz para esta ou aquela direção. Mas o céu sabe os motivos e os desenhos por trás de todas as nuvens, e você também saberá, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes."

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Lei do caminhão de lixo



Um dia peguei um taxi para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.

O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!

O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo. E ele o fez de maneira bastante amigável.

Indignado lhe perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!'..

Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de "A Lei do Caminhão de Lixo".

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!

Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, EM CASA, ou nas ruas. Fique tranqüilo... respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustrações. Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.

A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe!
( Márcia, adorei esta mensagem. Valeu ! )

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Receita para Melhorar o seu Viver


Passo para você uma pequena receita
para melhorar um pouco o seu viver...

Em primeiro lugar, antes de se levantar alongue-se bem,
se estique bastante até sentir o quanto você é
maior que você mesmo.

Abra a janela e diga: "Bom dia, dia!
O dia irá te receber muito melhor
e será muito mais fácil enfrentá-lo.

Se você encontrar, no decorrer do dia,
com pessoas indelicadas,
perversas e que subestimam a sua
inteligência não dê tanta importância.
Elas podem não perceber o que fazem,
mas você com certeza estará atento a tudo de ruim
que ameace azedar seu dia.

O problema que tiver, enfrente-o.
Não fique dando voltas, fingindo que ele não existe.
Se ele acontece, é para ser resolvido.
Se for grande demais, vá resolvendo parte por parte
até que ele fique bem menor.

Dê atenção especial a todos que são gentis com você,
e com certeza receberá gentileza também.
Só não se esqueça que nem todos os dias
são bons para todos.

Dê à sua paciência, à sua compreensão
e ao seu raciocínio
todo fôlego que eles precisam.

Pense duas vezes se tiver que engolir algum "sapo".
Lembre-se, ele pode ser indigesto demais.

E, mesmo que hoje o seu dia seja bastante atarefado,
não se esqueça de deixar alguém feliz,
mandando um olá a quem você quer bem.
Talvez amanhã o seu dia seja muito mais ocupado que hoje.
Desejo que você tenha um "lindo dia".

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Um ano de Blog :)



Primeiro Momento

Quantas vezes fechamos as portas de nossos corações por
medo?
Quantas vezes dizemos NÃO às mudanças?
Quantas vezes fechamos os olhos para não ver a
realidade?
Quantas vezes nos calamos com medo de dizer o que
precisava ser dito naquele momento tão especial?
Quantas vezes bloqueamos nossos sentimentos com medo de
amar?
Quantas vezes deixamos de ser quem somos somente para
agradar alguém que jamais o entenderá?
Quantas vezes... Quantas vezes mais poderá um ser humano
continuar nesta estrada,
cujo caminho ele nem mesmo sabe onde dará?


Segundo Momento

Quantas vezes agradeci a Deus as oportunidades que tive?
Quantas vezes mais agradecer?
Quantas vezes mais é preciso?
Quantas vezes mais desejo agradecer?

Terceiro Momento

Às vezes sentimos, porém não conseguimos expressar...
Às vezes choramos, mas não conseguimos demonstrar...
O passado proporcionou tantas maravilhas, que muitas
vezes
desejamos tê-las novamente.
Felizmente, cada momento tem seu próprio tempo e,
graças a Deus, não se repetem, pois a vida fica muito
mais bonita e alegre quando os momentos passados foram
originais e sinceros.
O presente nos proporciona grandes, médios e pequeninos
momentos;
porém, a quem competirá medir estes momentos será você
mesmo,
e deles aproveitar o máximo.
Cabe a você classificá-los, admirá-los ou apagá-los.
O futuro... estes são os momentos que mais vivem
em nossas mentes e corações.
As ansiedades pelo próximo dia,
a perspectiva pelas novas metas realizadas,
o beijo desejado, o sonho realizado.
Dos momentos passados, agradecemos as oportunidades,
guardamos a felicidade em nossos corações.
Para as tristezas fazemos uma prece,
aos sonhos realizados fechamos os olhos
e recordamos com alegrias cada segundo.
Enfim, dos momentos que se passaram
tentamos a cada momento guardá-los
e todas as vezes que recordarmos tentaremos olhar
com novas visões para nosso próprio crescimento,
pois são dos momentos que se passaram que tiramos
conclusões
do que faremos amanhã.
Do momento presente, a vida pede apenas para vivê-los
naquele instante,
e jamais tentar transferi-los ou senti-los no passado,
muito menos sofrer ansiosamente por momentos que virão.
Dos momentos futuros, desejá-los e pedir a Deus
que traga os melhores momentos para nossas vidas e
aguardá-los.
Cada um a seu tempo.
E lembre-se:


"Viva o momento presente,
por que o ontem já passou
e o amanhã talvez não venha..."
Por isso viva cada momento intensamente,
como se fosse o último de sua vida...
Queremos agradecer sua visita na nossa "Casa de Poesia", é um prazer ter sempre você aqui.
Aos nossos familiares e amigos o nosso amor e carinho de sempre.
A Casa de Poesia é nossa , é só entrar !
Audrey e André

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Ouse a Crer



Conta uma antiga lenda que na Idade Média um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher.

Na verdade, o autor do crime era uma pessoa influente do reino e por isso, desde o primeiro momento se procurou um bode expiatório para acobertar o verdadeiro assassino.

O homem foi levado a julgamento, já temendo o resultado: A Forca.

Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta história.

O juiz, que também estava combinado para levar o pobre homem à morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta  ao acusado que provasse a sua inocência.

Disse o Juiz: Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos do Senhor. Vou escrever em um pedaço de papel a palavra INOCENTE, e no outro pedaço a palavra CULPADO. Você sorteará um dos papéis e aquele que sair será o veredicto. O Senhor decidirá o seu destino. Determinou o Juiz.

Sem que o acusado percebesse, o Juiz preparou dois papéis, mas em ambos ele escreveu CULPADO. De maneira que, naquele instante, NÃO existia nunhuma chance do acusado se livrar da forca.

Não havia saída. Não havia alternativas para o pobre homem.

O Juiz colocou os dois papéis sobre a mesa e mandou o acusado escolher um. O homem pensou alguns segundos e pressentindo a armação, aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papéis e rapidamente colocou na boca e o engoliu.

Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.

Mas o que você fez?!?! E agora??? Como vamos saber o veredicto?

É muito fácil, respondeu o homem. Basta olhar o outro pedaço que sobrou e saberemos que acabei engolindo o seu contrário.

Imediatamente o homem foi libertado.

Por mais difícil que seja uma situação, não deixe de acreditar e de lutar até o último momento.

Saiba que qualquer problema, Deus tem a solução! Não desista... Não entregue os pontos... Não se deixe derrotar... Quando tudo parece perdido, ouse a crer! Persista, vá em frente apesar de tudo e de todos.

( Márcia obrigada por ter me enviado este e-mail, valeu !!! )

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Semana Especial - 01 ano de blog :)




Almas Perfumadas

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta,
de sol quando acorda,
de flor quando ri. Ao lado delas,
a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande,
sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas,
a gente se sente comendo pipoca na praça,
lambuzando o queixo de sorvete,
melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher.

O tempo é outro e a vida fica com a cara que ela tem de verdade,
mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus,
de banho de mar quando a água é quente e o céu é azul.

Ao lado delas,
a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis.

Ao lado delas,
a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo,
sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso.

Ao lado delas,
pode ser abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra.

Ao lado delas,
a gente não acha que o amor é possível,
a gente tem certeza.

Ao lado delas,
a gente se sente visitando um lugar feito de alegria,
recebendo um buquê de carinhos,
abraçando um filhote de urso panda,
tocando com os olhos os olhos da paz.

Ao lado delas,
saboreamos a delícia do toque suave que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa,
do brinquedo que a gente não largava,
do acalanto que o silêncio canta,
de passeio no jardim.

Ao lado delas,
a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro
e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo,
corre em outras veia pulsa em outro lugar.

Ao lado delas,
a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco,
juntinho ao nosso lado e a gente ri grande que nem menino arteiro.

Tem gente, COMO VOCÊ,
que nem percebe como tem a alma perfumada!
E que esse perfume é dom de Deus.

sábado, 20 de agosto de 2011

A casa queimada




Um certo homem saiu em uma viagem de avião. Era um homem que acreditava em Deus, e sabia que Ele o protegeria. Durante a viagem, quando sobrevoavam o mar um dos motores falhou e o piloto teve que fazer um pouso forçado no oceano.

Quase todos morreram, mas o homem conseguiu agarrar-se a alguma coisa que o conservasse em cima da água. Ficou boiando à deriva durante muito tempo até que chegou a uma ilha não habitada. Ao chegar à praia, cansado, porém vivo, agradeceu a Deus por este livramento maravilhoso da morte. Ele conseguiu se alimentar de peixes e ervas. Conseguiu derrubar algumas árvores e com muito esforço conseguiu construir uma casinha para ele. Não era bem uma casa, mas um abrigo tosco, com paus e folhas. Porém significava proteção. Ele ficou todo satisfeito e mais uma vez agradeceu a Deus, porque agora podia dormir sem medo dos animais selvagens que talvez pudessem existir na ilha.

Um dia, ele estava pescando e quando terminou, havia apanhado muitos peixes. Assim com comida abundante, estava satisfeito com o resultado da pesca. Porém, ao voltar-se na direção de sua casa, qual tamanha não foi sua decepção, ao ver sua casa toda incendiada. Ele se sentou em uma pedra chorando e dizendo em prantos:

- "Deus! Como é que o Senhor podia deixar isto acontecer comigo? O Senhor sabe que eu preciso muito desta casa para poder me abrigar, e o Senhor deixou minha casa se queimar todinha. Deus, o Senhor não tem compaixão de mim?"

Neste mesmo momento uma mão pousou no seu ombro e ele ouviu uma voz dizendo:

- "Vamos rapaz?"

Ele se virou para ver quem estava falando com ele, e qual não foi sua surpresa quando viu em sua frente um marinheiro todo fardado e dizendo:

- "Vamos rapaz, nós viemos te buscar".

- "Mas como é possível? Como vocês souberam que eu estava aqui?"

- "Ora, amigo! Vimos os seus sinais de fumaça pedindo socorro. O capitão ordenou que o navio parasse e me mandou vir lhe buscar naquele barco ali adiante."

Os dois entraram no barco e assim o homem foi para o navio que o levaria em segurança de volta para os seus queridos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Árvore dos meus amigos



Existem pessoas em nossas
vidas que nos deixam felizes
pelo simples fato de terem
cruzado o nosso caminho.
Algumas percorrem ao nosso lado,
vendo muitas luas passarem,
mas outras apenas vemos entre
um passo e outro.
A todas elas chamamos de amigo.

Há muitos tipos de amigos.
Talvez cada folha de uma árvore
caracterize um deles.
O primeiro que nasce do broto é
o amigo Pai e a amiga Mãe.
Mostram o que é ter vida.

Depois vem o amigo irmão,
com quem dividimos o nosso espaço para
que ele floresça como nós.
Passamos a conhecer toda a família de folhas,
a qual respeitamos e desejamos o bem.

Mas o destino nos apresenta
outros amigos, os quais não sabíamos
que iam cruzar o nosso caminho.
Muitos desses denominados
amigos do peito, do coração.

São sinceros, são verdadeiros.
Sabem quando não estamos bem,
sabem o que nos faz feliz...
Às vezes, um desses amigos do peito
estala o nosso coração e então é chamado
de amigo namorado.

Esse dá brilho aos nossos olhos,
música aos nossos lábios,
pulos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos
por um tempo, talvez umas férias
ou mesmo um dia ou uma hora.

Esses costumam colocar muitos
sorrisos na nossa face,
durante o tempo que estamos
por perto.
Falando em perto, não podemos
esquecer dos amigos distantes.

Aqueles que ficam nas pontas dos galhos,
mas que quando o vento sopra,
sempre aparecem novamente
entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai,
o outono se aproxima, e perdemos
algumas de nossas folhas.
Algumas nascem num outro verão
e outras permanecem por muitas
estações.

Mas o que nos deixa mais feliz
é que as que caíram continuam por
perto, continuam alimentando a nossa
raiz com alegria.
Lembranças de momentos
maravilhosos enquanto cruzavam
com o nosso caminho.

Desejo a você, folha da minha árvore,
Paz, Amor, Saúde, Sucesso,
Prosperidade...
Hoje e Sempre...
simplesmente porque cada pessoa
que passa em nossa vida é única.

Sempre deixa um pouco de si conosco
e leva um pouco de nós consigo.
Há os que levaram muito, mas não
há os que não deixaram nada.
Esta é a maior responsabilidade
de nossa vida e a prova evidente
de que duas almas não se encontram por acaso...

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O Pequeno Bombeiro



A mãe, com apenas 26 anos, parou ao lado do leito
de seu filhinho de seis anos, que estava morrendo de leucemia.
Embora o coração dela estivesse pleno de tristeza e angústia,
ela também tinha um forte sentimento de determinação.
Como qualquer outra mãe, ela gostaria que seu filho crescesse
e realizasse seus sonhos. Agora, isso não seria mais possível,
por causa da leucemia terminal.
Mas, mesmo assim, ela ainda queria que o sonho de seu filho
se transformasse realidade.
Ela tomou a mão de seu filho e perguntou:

- Vitor, você alguma vez já pensou
o que você gostaria de ser quando crescer?
Você já sonhou o que gostaria de fazer com sua vida?

- Mamãe, eu quero ser um bombeiro.

A mãe sorriu e disse:

- Vamos ver se podemos transformar esse sonho em realidade.

Mais tarde, naquele mesmo dia,
ela foi ao corpo de bombeiros local,
na cidade BH, Minas Gerais onde se encontrou
com um bombeiro de enorme coração,
chamado Bob. Ela explicou a situação de seu filhinho de 6 anos,
seu último desejo
e perguntou se seria possível ele dar uma volta
no carro dos bombeiros em torno do quarteirão.

O bombeiro Bob disse:

- Veja, NÓS PODEMOS FAZER MAIS QUE ISSO!
Se você estiver com seu filho
pronto às sete horas da manhã, na próxima quarta-feira,
nós o faremos um bombeiro honorário por todo o dia.
Ele poderá vir para o quartel, comer conosco,
sair para atender as chamadas de incêndio
e se você nos der as medidas dele,
nós conseguiremos um uniforme verdadeiro para ele,
com chapéu, com o emblema de nosso batalhão,
um casaco amarelo igual ao que vestimos e botas também.
Eles são todos confeccionados aqui mesmo na cidade
e conseguiremos eles rapidamente.

Três dias depois, o bombeiro Bob pegou o garoto,
vestiu-o em seu uniforme de bombeiro
e escoltou-o do leito do hospital
até o caminhão dos bombeiros.
Vitor, ficou sentado na parte de trás do caminhão,
e foi levado até o quartel central. Ele estava no céu.
Ocorreram três chamados naquele dia na cidade de BH
e VITOR acompanhou todos os três.
Em cada chamada ele foi em veículos diferentes:
no caminhão tanque, na van dos paramédicos
e até no carro especial do chefe do corpo de bombeiros.
Ele também foi filmado pelo programa de televisão local.

Tendo seu sonho realizado,
todo o amor e atenção que foram dispensadas
a ele acabaram por tocar Vitor,
tão profundamente que ele viveu três meses
mais que todos os médicos haviam previsto.
Até que numa noite, todas as suas funções vitais
começaram a cair dramaticamente
e a enfermeira-chefe, que acreditava no conceito
de que ninguém deveria morrer sozinho,
começou a chamar ao hospital toda a família.
Então, ela lembrou do dia que Vitor
tinha passado como um bombeiro,
e ligou para o chefe
e perguntou se seria possível enviar algum bombeiro
para o hospital naquele momento de passagem,
para ficar com Vitor.

O chefe dos bombeiros respondeu:

- NÓS PODEMOS FAZER MAIS QUE ISSO!
Nós estaremos aí em cinco minutos, e,
faça-me um favor, quando você ouvir as sirenes
e ver as luzes de nossos carros,
avise no sistema de som que não se trata de um incêndio.
É apenas o corpo de bombeiros vindo visitar,
mais uma vez, um de seus mais distintos integrantes.
E você poderia abrir a janela do quarto dele? Obrigado!

Cinco minutos depois,
uma van e um caminhão com escada Magirus
chegaram no hospital,
estenderam a escada até o andar onde estava o garoto
e 16 bombeiros subiram pela escada até o quarto de Vitor.
Com a permissão da mãe, eles o seguraram, abraçaram e
falaram para ele o quanto eles o amavam.

Com um sopro final, Vitor olhou para o chefe e perguntou:

- Chefe, eu sou mesmo um bombeiro?

- Vitor, você é um dos melhores. - Disse o chefe.

Com estas palavras, Vitor sorriu
e fechou seus olhos pela última vez.

E você, diante do pedido de seus amigos,
filhos e parentes, tem respondido:

"EU POSSO FAZER MAIS QUE ISSO!".

Reflita se sua vida tem sido em serviço ao
próximo, e tome uma decisão hoje mesmo.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ser Pai










Ser Pai é ter compromisso;
E usar como artifício;
O seu jeito de amar;
É sentir muita alegria;
De estar em sintonia;
Como a areia e o mar.

Ser pai é um presente;
Que alegra e deixa contente;
A nação do mundo inteiro;
É como uma árvore atrativa;
Que dá fruto e cativa;
Lá no centro do canteiro.

Ser pai é a convicção;
De ter a preocupação;
De o filho ser vencedor;
No caráter e na verdade;
Manter sempre a humildade;
Cultivando sempre o amor.

Ser pai é perder o sono;
É sentir um cão sem dono;
Quando o filho está distante;
Mas que sempre trabalha duro;
Para garantir o futuro;
E o filho ser importante.

Ser pai é o extremo;
No mundo em que vivemos;
Nesse planeta sem brilho;
Com trabalho estressante;
Mas tem momentos marcantes;
Que são os abraços do filho.

Ser pai é um enredo;
Mas que não retrata o medo;
E tem alegria de monte;
É como um final de novela;
Seguindo num barco a vela;
A procura do horizonte.

Ser pai é acordar cedo;
E construir um brinquedo;
Com madeira e verniz;
Uma boneca ou um pião;
Uma pipa ou caminhão;
Só pra ver o filho feliz.

Pai tem que ser amado;
Além de tudo respeitado;
Do fundo do coração;
Pai é uma sensação gostosa;
Uma coisa maravilhosa;
Que não tem explicação.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

As chuvas dos olhos




Chove.

Na fonte das águas, chove.

Na fronte das lágrimas do pretérito calado.

Lavando a chuva dos olhos cansados.

Chovendo nos mares, nos mares amados.

Há quanto tempo você não chora?

Há quanto tempo seus olhos não são inundados por lágrimas, por estas pequenas gotas que parecem nascer em nosso coração? Há quanto tempo?

Assim como o fenômeno natural da precipitação atmosférica, a chuva, realiza o trabalho de purificar a terra, a água e o ar, também nossas lágrimas têm tal função.

A de limpar nosso íntimo, a de externar nossas emoções, sejam elas de alegria ou de pesar.

Precisamos aprender a expressar nossos sentimentos.

Nossa cultura possui conceitos arraigados, como o de que homem não chora, ou que é feio chorar, que surgem em nossas vidas desde quando crianças, na educação familiar, e acabam por internalizarem-se em nossa alma, continuando a apresentar manifestações na vida adulta.

Sejamos homens ou mulheres na Terra, saibamos que todos rumamos para a busca da sensibilidade, do autodescobrimento, e da expressão de nossos sentimentos.

Tudo que deixarmos guardado virá à tona, cedo ou tarde.

Se forem bons os sentimentos contidos, estaremos perdendo uma oportunidade valiosa de trazê-los ao mundo, melhorando nossas relações com o próximo e conosco mesmo.

Se forem sentimentos desequilibrados, estaremos perdendo a chance de encará-los, de analisá-los, e de tomar providências para que possam ser erradicados de nosso interior.

As barreiras que nos impedem de nos emocionar, de chorar, são muitas vezes as mesmas que nos fazem pessoas fechadas e retraídas.

Barreiras que carecemos romper, para que nossos dias possam ser mais leves, mais limpos, como a atmosfera que recebe a água da chuva, e nela encontra sua purificação.

As chuvas dos olhos fazem um bem muito grande.

Desabafar, colocar para fora o que angustia nosso íntimo, ou o que lhe dá alegria, é um exercício precioso. Um hábito salutar.

Dizer a alguém o quanto o amamos, quando este sentimento surgir em nosso coração º mesmo sem um motivo especial -, será sempre uma forma de fortalecimento de laços.

De construção de uma união mais feliz, e principalmente, um recurso para elevarmos nossa auto-estima, nosso auto-amor.

 Deus nos concedeu a chuva para regar os campos, para tornar mais puro o ar.

Também nos presenteou com as lágrimas, para que as nossas paisagens íntimas pudessem ser regadas, e para que os ares do Espírito encontrassem a pureza
.
 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O Tijolo




Um jovem e bem sucedido executivo dirigia na vizinhança, correndo em seu novo Jaguar.

Observando crianças se lançando entre os carros estacionados, diminuiu um pouco a velocidade, quando achou ter visto algo.

Enquanto passava, nenhuma criança apareceu.

De repente um tijolo espatifou-se na porta lateral do Jaguar.

Freou bruscamente e deu ré até o lugar de onde teria vindo o tijolo.

Saltou do carro e pegou bruscamente uma criança empurrando-a contra um veículo estacionado e gritou:

- Por que você fez isto? Quem é você? Que besteira você pensa que está fazendo?

Este é um carro novo e caro, aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro.

Por que você fez isto?

- Por favor senhor me desculpe, eu não sabia mais o que fazer!

Implorou o pequeno menino .

- Ninguém estava disposto a parar e me atender neste local.

Lágrimas corriam do rosto do garoto, enquanto apontava na direção dos carros estacionados.

- É o meu irmão. Ele desceu sem freio e caiu de sua cadeira de rodas e eu não consigo levantá-lo.

Soluçando, o menino perguntou ao executivo:

- O senhor poderia me ajudar a recoloca-lo em sua cadeira de rodas?

Ele está machucado e é muito pesado para mim.

Movido internamente muito além das palavras, o jovem motorista engolindo "nó imenso" dirigiu-se ao jovenzinho, colocando-o em sua cadeira de rodas.

Tirou seu lenço, limpou as feridas e arranhões, verificando se tudo estava bem.

- Obrigado e que meu Deus possa abençoá-lo, a grata criança disse a ele. O homem então viu o menino se distanciar... empurrando o irmão em direção à sua casa.

Foi um longo caminho de volta para o Jaguar... um longo e lento caminho de volta.

Ele nunca consertou a porta amassada.

Deixou amassada para lembrá-lo de não ir tão rápido pela vida, que alguém tivesse que atirar um tijolo para obter a sua atenção.

Deus sussurra em nossas almas e fala aos nossos corações.

Pense nisso, Deus é bom e está sempre esperando por todos nós...

(Autor desconhecido)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A História da Lagarta


Imagine uma lagarta. Passa grande parte de sua vida no chão,
olhando os pássaros, indignada com seu destino e com sua forma.
"Sou a mais desprezível das criaturas", pensa.
"Feia, repulsiva, condenada a rastejar pela terra."
Um dia, entretanto, a natureza pede que faça um casulo.
A lagarta se assusta - jamais fizera um casulo antes.
Pensa que está construindo seu túmulo, e prepara-se para morrer.
Embora indignada com a vida que levou até então,
reclama novamente com Deus:
"Quando finalmente me acostumei,
o Senhor me tira o pouco que tenho."
Desesperada, tranca-se no casulo e aguarda o fim.
Alguns dias depois, vê-se transformada numa linda borboleta.
Pode passear pelos céus, e ser admirada pelos homens.
Surpreende-se com o sentido da vida e com os desígnios de Deus.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Deus tem uma resposta



Você diz: "Isso é impossível"
Deus diz: "Tudo é possível" (Lucas 18:27)

Você diz: "Eu já estou cansado"
Deus diz: "Eu te darei o repouso" (Mateus 11:28-30)

Você diz: "Ninguém me ama de verdade"
Deus diz: "Eu te amo" (João 3:16 & João 13:34)

Você diz: "Não tenho condições"
Deus diz: "Minha graça é suficiente" (II. Corintos 12:9)

Você diz: "Não vejo saída"
Deus diz: "Eu guiarei teus passos" (Provérbios 3:5-6)

Você diz: "Eu não posso fazer"
Deus diz: "Você pode fazer tudo" (Filipenses 4:13)

Você diz: "Estou angustiado"
Deus diz: "Eu te livrarei da angustia" (Salmos 90:15)

Você diz: "Não vale a pena"
Deus diz: "Tudo vale a pena" (Romanos 8:28)

Você diz: "Eu não mereço perdão"
Deus diz: "Eu te perdôo" (I Epistola de São João 1:9 & Romanos 8:1)

Você diz: "Não vou conseguir"
Deus diz: "Eu suprirei todas as suas necessidades" (Filipenses 4:19)

Você diz: "Estou com medo"
Deus diz: "Eu não te dei um espírito de medo" (II. Timóteo 1:7)

Você diz: "Estou sempre frustrado e preocupado"
Deus diz: "Confiai-me todas as suas preocupações" (I Pedro 5:7)

Você diz: "Eu não tenho talento suficiente"
Deus diz: "Eu te dou sabedoria" (I Corintos 1:30)

Você diz: "Não tenho fé"
Deus diz: "Eu dei a cada um uma medida de fé" (Romanos 12:3)

Você diz: "Eu me sinto só e desamparado"
Deus diz: "Eu nunca te deixarei nem desampararei" (Hebreus 13:5)

Autor Desconhecido

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Abraça-me



Abraça-me porque o tempo passa e não retorna.
Aperta-me em teus abraços
Antes que eu me arrependa.
O tempo nunca se mostrou amigo,
Abraça-me e me faz esquecer o tempo.
O tempo esquece os sonhos
e passa por cima dos planos
e nossos sonhos se perdem.
O tempo passa e não volta o mesmo.
Abraça-me antes que tudo seja esquecido.
Aperta-me em seus braços
Antes que o lamento chegue.
Eu quero estar em seus braços
Para que o tempo passe por nós
Deixando-nos para sempre juntos...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A cidade dos resmungos



Era uma vez um lugar chamado Cidade dos Resmungos, onde todos resmungavam, resmungavam, resmungavam.

No verão, resmungavam que estava muito quente.

No inverno, que estava muito frio.

Quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam sair.

Quando fazia sol, reclamavam que não tinham o que fazer.

Os vizinhos queixavam-se uns dos outros, os pais queixavam-se dos filhos, os irmãos das irmãs.

Todos tinham um problema, e todos reclamavam que alguém deveria fazer alguma coisa.

Um dia chegou à cidade um mascate carregando um enorme cesto às costas.

Ao perceber toda aquela inquietação e choradeira, pôs o cesto no chão e gritou :

- Ó cidadãos deste belo lugar ! Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas.

As cordilheiras estão cobertas de florestas espessas, e os vales banhados por rios profundos.

Jamais vi um lugar abençoado por tantas conveniências e tamanha abundância.

Por que tanta insatisfação ? Aproximem-se, e eu lhes mostrarei o caminho para a felicidade.

Ora, a camisa do mascate estava rasgada e puída.

Havia remendos nas calças e buracos nos sapatos.

As pessoas riram que alguém como ele pudesse mostrar-lhes como ser feliz.
Mas enquanto riam, ele puxou uma corda comprida do cesto e a esticou entre os dois postes na praça da cidade.

Então segurando o cesto diante de si, gritou :

- Povo desta cidade ! Aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam seus problemas num pedaço de papel e ponham dentro deste cesto.

Trocarei seus problemas por felicidade !

A multidão se aglomerou ao seu redor.

Ninguém hesitou diante da chance de se livrar dos problemas.

Todo homem, mulher e criança da vila rabiscou sua queixa num pedaço de papel e jogou no cesto.

Eles observaram o mascate pegar cada problema e pendurá-lo na corda.

Quando ele terminou, havia problemas tremulando em cada polegada da corda, de um extremo a outro.

Então ele disse :

Agora cada um de vocês deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.

Todos correram para examinar os problemas.

Procuraram, manusearam os pedaços de papel e ponderaram, cada qual tentando escolher o menor problema.

Depois de algum tempo a corda estava vazia.

Eis que cada um segurava o mesmíssimo problema que havia colocado no cesto.
Cada pessoa havia escolhido os seu próprio problema, julgando ser ele o menor da corda.

Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo.

E sempre que alguém sentia o desejo de resmungar ou reclamar, pensava no mascate e na sua corda mágica.