Prometo textos,
não como artimanhas da intelectualidade,
mas como feitos e atitudes
de um escritor em serviço.
Paciência e tolerância,
porém, não subserviência.
Beijar-te quando você quiser,
e não apenas em casa ; pois o amor
precisa ser visto para que todos o descubram.
Não trazer o passado ao presente,
embora eles coexistam na equação do tempo.
Mas, sim, a eternidade destas linhas,
e que elas sejam o prenúncio do melhor porvir.
Prometo não subestimar o que há de nos unir ;
que por não ser algo retilíneo e uniforme,
agirá sobre nós com seu poder transformador.
O ineditismo de uma amizade
cunhando um irreversível amor.
Não fechar as portas ao mundo,
ao ver nossos mundos colados num perfeito eclipse ;
e como estrelas,
ceder nossa luz às trevas do lado de fora.
A transcendência ao criar
vidas vindas ou não de nossas vidas.
E, principalmente,
prometo o recomeço
quando entre você e eu
surja a ameaça do fim.

















