terça-feira, 19 de outubro de 2010
Entre o Céu e a Terra - André e Audrey
Por um instante flutuo e deixo
meu corpo deitado no quarto.
Cordão luz de prata é liga e detém.
Mas alguém me ajuda, não sei bem quem,
e o corpo fica, e fica o quarto;
o cordão aumenta, estica e eu parto.
Transponho minha casa, pra trás a cidade.
Estou mais leve e do peso que tinha
tenho a metade da metade da metade.
Que estranha forma, deve ser norma,
não ver a si mesmo, transparecer.
Pisco os olhos, turvo a imagem.
São cores novas, outra paisagem.
Tonteio, respiro fundo;
me falta ar neste outro mundo.
Aos poucos me reequilibro, me recomponho,
e me pergunto se estou num sonho.
Meus pés não tocam o chão,
me sinto leve, uma paz no coração.
Um anjo-amigo se aproxima.
Sem falar nada com seus olhos me convida.
Não tenho medo; estendo a minha mão.
O corpo flutua, como uma dança,
ao som de uma canção.
O lugar é maravilhoso,
a felicidade toma conta de mim.
Meu anjo-amigo é generoso.
Se é sonho ou realidade,
descobriremos no fim.
Postado por
Casa de Poesia
às
10:34
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