sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Operação Poética





Eis que o vento clama 
por folhas que levitam 
os versos do poeta.

De uma imagem, 
brota um sentimento 
belo, mágico e eterno 
dentro da alma.

Se o filósofo é parteiro de ideias, 
como eternizou o sábio Sócrates, 
então o poeta é parteiro de sentimentos.
 
A caneta é o bisturi, 
que rasga o papel 
para tatuar o sentimento 
que a alma do poeta abriga.

Eis então a simbiose 
Formada entre poeta e papel, 
o qual passa a ser, 
quase sem querer, 
o raio-x de sua alma.


Descarga elétrica: 
é assim a inspiração. 
Vem, repentinamente, 
quando o poeta menos espera.

E, atacado pela surpresa 
do som dos anjos inspiradores, 
o poeta parte para mais uma operação.

O papel é o seu suporte, 
e, a caneta, sua varinha de condão, 
a qual faz as mágicas de escrever 
os versos transportados do coração.

Todo poeta precisa ser mágico 
para transformar sentimentos indescritíveis 
em versos rimados ou livres.

A inspiração é uma poção secreta 
de fórmula desconhecida 
que chega, de repente, 
para trazer vida a uma nova poesia.


Para ser poeta, é preciso ter: 
um coração cheio de sentimentos, 
uma alma ultrassensível, 
além da habilidade mágica 
de descrever o indescritível.


(Tatyana Casarino)

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