Da veias D’África o negro saiu
Deixando pra trás mulheres e crianças
Os quais jamais os veria outra vez
Na sua bagagem apenas lembranças
De um tempo que não volta mais
Pra terras distantes em mares navegou
Caminhos abertos em alto mar
Feridas na alma
Pra não mais fechar
Presos e acorrentados
Muitas lágrimas e gemidos
Açoitados e castigados
Nas senzalas machucados e feridos
Hoje luto por igualdade
Nas senzalas da sociedade
Porque sou cidadão
Quero liberdade.
Cledineia Carvalho Santos
Jaguaquara - BA.
Foram filhos sem pais vendidos nas feiras
Casais separados sem saber a fronteira
Molambos nas peles de sacos as vestes
Chitão estampado somente nas festas
E as negras belas cobiças do senhor
Usavam abusavam geravam bem mais
Os filhos negados ser escravo era sina
Sem saída a menina obedecia demais
Nas feiras vendidas olhavam-se os dentes
Garantia de saúde robustez dessa gente
Já vinham da África muitas vezes vendidos
Por tribos inimigas do país esquecido
A mulher do senhor mandava arrancar
A bela dentadura na brancura ao mostrar
Que agradava ao senhor em sorriso belo
Vingando o ciúme pela jovem vil prelo
A luta foi imensa a liberdade chegou
Nos Palmares a morte Zumbi encontrou
Custaram a entender que na pigmentação
Há o mesmo coração sentimento emoção.
Sonia Nogueira *songueira*
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61496#ixzz2ClMWAkvq
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives
Foram filhos sem pais vendidos nas feiras
Casais separados sem saber a fronteira
Molambos nas peles de sacos as vestes
Chitão estampado somente nas festas
E as negras belas cobiças do senhor
Usavam abusavam geravam bem mais
Os filhos negados ser escravo era sina
Sem saída a menina obedecia demais
Nas feiras vendidas olhavam-se os dentes
Garantia de saúde robustez dessa gente
Já vinham da África muitas vezes vendidos
Por tribos inimigas do país esquecido
A mulher do senhor mandava arrancar
A bela dentadura na brancura ao mostrar
Que agradava ao senhor em sorriso belo
Vingando o ciúme pela jovem vil prelo
A luta foi imensa a liberdade chegou
Nos Palmares a morte Zumbi encontrou
Custaram a entender que na pigmentação
Há o mesmo coração sentimento emoção.
Sonia Nogueira *songueira*
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61496#ixzz2ClMO8RIX
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Foram filhos sem pais vendidos nas feiras
Casais separados sem saber a fronteira
Molambos nas peles de sacos as vestes
Chitão estampado somente nas festas
E as negras belas cobiças do senhor
Usavam abusavam geravam bem mais
Os filhos negados ser escravo era sina
Sem saída a menina obedecia demais
Nas feiras vendidas olhavam-se os dentes
Garantia de saúde robustez dessa gente
Já vinham da África muitas vezes vendidos
Por tribos inimigas do país esquecido
A mulher do senhor mandava arrancar
A bela dentadura na brancura ao mostrar
Que agradava ao senhor em sorriso belo
Vingando o ciúme pela jovem vil prelo
A luta foi imensa a liberdade chegou
Nos Palmares a morte Zumbi encontrou
Custaram a entender que na pigmentação
Há o mesmo coração sentimento emoção.
Sonia Nogueira *songueira*
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