Verão chuvas os que
olharem pros céus de janeiro,
para as nuvens pesadas que
correm pra chegar primeiro.
Verão chuvas e toda a
força de sua natureza.
Uns com olhos admirados,
uns com olhos de tristeza.
Verão chuvas de repente
transbordar rios calmos até então.
E pessoas limpando as casas rezarão
pra que elas não caiam ali mais não.
Verão chuvas os homens do campo,
dando adeus a qualquer plantação.
Enquanto nos quintais fazem a festa
o sapo gelado e o caramujo grandão.
Verão na praia chuvas
acabar com a diversão.
E nas cidades carros ilhados
no trânsito mar imensidão.
Verão chuvas na televisão.
Repórteres de microfone na mão,
flagrantes tragédias em toda parte
e aquelas estórias de superação.
Verão chuvas os nossos governantes.
Que muito falarão, mas pouco farão
em relação ao que já se fez antes.
Enfim, todos verão chuvas de verão.
Até que as nuvens pesadas se cansem,
e o sol luminoso volte a tocar o chão.

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