Por ela eu peço e nem sei ao certo o seu nome,
peço pão e paz
ao corpo e à alma
que tem fome.
Ela que carrega em silêncio
todos os seus ais.
Ela que é uma, entre tantas outras,
entre outros mais.
Por ela eu vicejo o abrir dos portais
das mais belas claridades celestiais.
Ela é o princìpio,
a luminosidade que faltava.
A essência rara que a mim voltava.
A simplicidade cativante.
Um súbito estado de
consciência inebriante.
Por ela parei de rifar o meu amor a esmo.
O velho e cansado amor,
egoísta e romanceado.
O amor que se encastela e que
não enxerga aquele que passa ao lado.
Resolvi me livrar dos setimentos que
me tiravam o ar, que me faziam naufragar.
E em outras trilhas mais calmas,
em planos mais leves, vou reaprender a amar.
Ela poderia ser minha mãe,
minha irmã, minha filha
mas não sendo, ainda é alguém.
Poderia ser meu pai, meu filho, meu irmão
mas no fundo é somente
um solitário coração.
Amanhece lá fora,
ela ergue sua cruz e agora
em algum lugar
revive a formosa aurora.
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