Logo bem cedo a praça está toda limpinha.
Este não costuma ser meu caminho usual.
Mas hoje revi a antiga banca de jornal,
os canteiros bem cuidados,
o engraxate e o seu trabalho informal.
Tudo com um certo brilho,
um certo brilho matinal.
Quase sempre é quase tudo igual.
Mas quase tudo muda no natal.
Enfeites, luzes, uma árvore imensa.
E aí, a gente para, reflete e pensa:
Bem que podia ser sempre assim.
A paz visitando a ti, visitando a mim,
pessoas indo e vindo pelo calçadão
com aquele gosto de festa no coração.
Calor humano, calor do verão,
todos felizes nessa multidão.
Famílias inteiras interagindo,
numa forma de encontro, uma comunhão.
Mas esta época passa,
e é assim que tem que ser.
A rotina voltando a praça
pra que a gente a possa perceber.
Em sua calmaria nenhuma pressa precisar ter.
Amanhã novamente, como em todo amanhecer.
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